Educando para um mundo melhor

Na fascinante e difícil tarefa de educar, precisamos estar atentos e sensíveis a ajudar o nosso jovem estudante a desenvolver uma série de habilidades e a aprender uma série de conteúdos que possam torná-lo pronto para responder aos desafios do mundo. No entanto, em meio a esses conteúdos e habilidades, não podemos deixar de lado o desenvolvimento do “aprender a ser” e do “aprender a conviver”, pois o mundo exige e precisa de pessoas éticas e comprometidas com o seu semelhante da mesma maneira que precisa de excelentes profissionais em diversas áreas. Não podemos pensar apenas na técnica, temos que aliar a técnica à arte do bem viver.

Para refletir sobre essa necessidade atual, convidamos você, leitor, a reler um texto publicado na Revista Gênesis do 2º semestre de 2015 e a refletir sobre a importância de educarmos as nossas crianças e jovens para um mundo melhor.

Educando para um mundo melhor

Que mundo deixaremos para nossos filhos? Que tipo de filhos deixaremos para o mundo? São perguntas com que esbarramos em qualquer esquina. Lógico que não podemos nos eximir dessa responsabilidade e menos ainda fingir que esse assunto não é nosso. Esse é um caminho de mão dupla em que ora estamos indo e ora estamos voltando, diariamente, ao longo da vida, portanto temos que cuidar dos nossos filhos que herdarão essa terra e proteger essa terra dos desmandos que nossos filhos podem causar. 

Nossa, que heresia! Dizer que nossos filhos podem causar mal a alguma coisa ou a alguém! Sim, se eles são da raça humana, sim. Se vivem neste nosso planeta, sim.  Se crescem ouvindo ou vendo os descuidos e os abusos que cometemos com a mãe-terra ou com seus filhos, sim. Eles podem cometer todas as grandes besteiras que estamos vendo outros filhos de outras mães cometerem, por isso temos que estar presentes e atentos sempre. Precisamos pensar muito mais no que fazemos do que no que falamos. Então, destratar um empregado pode ser um exemplo a ser copiado; jogar lixo na rua, fora das lixeiras, também; maltratar a natureza, idem!

O mundo avança a passos largos e temos que nos empenhar em acompanhá-lo da melhor maneira possível.  Bens materiais são necessários para que possamos viver um pouco mais confortavelmente, não há dúvidas, e devemos ensinar isso aos nossos filhos com sua devida importância, não além da devida importância!

Mais relevante que os valores com que pagaremos nossas despesas, são, porém, os valores imateriais: o respeito ao próximo, não pelo cargo que ocupa ou por sua posição na sociedade, mas o respeito pelo respeito, simplesmente, porque é assim que gostaríamos que fosse conosco; a educação na convivência não com esse ou aquele escolhido, mas a educação pela educação, porque você é educado, independentemente de quem seja o seu interlocutor; o amor ao outro pelo simples fato de o outro ser um igual, por reconhecer que somos todos de uma mesma raça, de um mesmo tipo, que sangramos igual, sofremos igual e temos necessidades iguais; a dedicação aos animais e à natureza por saber que eles existem para o nosso bem, para aprendermos a crescer, a cuidar e sermos melhores.

Trilhar bons caminhos ajuda bastante, e lembrar que somos nós que escolhemos e fazemos nossos caminhos é definitivo para alcançar um mundo melhor, ainda que comecemos por um pequeno mundinho à nossa volta.


Autores: Maria Izabel Nogueira de Almeida Passeri e Armando Valdir Passeri,

pais da aluna Maria Paula de Almeida Passeri.

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