Comunhão com a Criação

Derretimento de geleiras, escassez de água, desmatamento e poluição são alguns fatores que a mãe Terra tem sofrido por conta da população despreocupada com os cuidados do meio ambiente. Num futuro não tão distante estaremos sem recursos e seremos destinados à doença e a extinção da raça humana. O futuro do planeta precisa de nossas atitudes de benevolência, por isso, comemore dia 5 de junho - dia do meio ambiente, com atitudes ecológicas, que tornem o mundo um lugar agradável e habitável.

Mediante a estas preocupações e baseadas na encíclica Laudato Si’ (Louvado Sejas) do Papa Francisco, as Missionárias Servas do Espírito Santo assumiram em 2016 o tema da Comunhão com a criação. Esta atitude propõe um zelo significativo pelo meio ambiente, nossa Casa Comum, que dia após dia, está se deteriorando cada vez mais. Conheça as atitudes das Missionárias em relação aos diversos temas de comunhão:


Comunhão com Deus

Nutrimos nosso relacionamento pessoal com Deus Uno e Trino como fonte e centro de nossa vida e missão. Valorizamos nosso nome, Irmãs Missionárias, Servas do Espírito Santo. Ele dá expressão e impulso à nossa espiritualidade e carisma missionários.

Empenhamo-nos em redescobrir o Espírito Santo como protagonista principal da missão;  Ele realiza a missão de Deus através de nós.

 

 

Comunhão com os marginalizados e excluídos

As necessidades de nosso planeta são esmagadoras e mutantes. Nosso carisma nos chama a servir os mais necessitados da boa nova do amor de Deus que inclui a todos. Suas histórias se tornam nossa história, e nossa história não pode ser contada sem eles. Engajamos num discernimento comunitário permanente de nossas prioridades, com os olhos do Bom Samaritano: ele sabia quando parar para ajudar e quando entregar o ferido aos cuidados de outros. A pobreza, a exclusão e a privação assumem expressões múltiplas em nosso contexto global diversificado. Jesus respondeu à pergunta “Quem é meu próximo?” com uma história, não com uma definição.

Engajamos num discernimento comunitário permanente de nossas prioridades, partilhando nossas histórias e experiências para ver mais claramente quem o Senhor nos chama a servir.
Como indivíduos e comunidades, entramos no processo de conversão a uma maior comunhão e amizade com aqueles a quem servimos
Identificamos as raízes da pobreza e injustiça e trabalhamos por mudanças sistêmicas.
Avaliamos nossas atuais instituições e apostolados e os adaptamos para melhor responderem às necessidades dos marginalizados e excluídos.
Reconhecemos nossa própria pobreza e vulnerabilidade e aceitamos a ajuda de outros.

Comunhão com a criação

Crescemos na consciência de que toda a criação e a vida estão interconectadas e refletem o amor de Deus Uno e Trino. O Espírito nos ensinou a ver que nossa missão de partilhar “vida em plenitude” engloba não apenas todas as pessoas, mas toda a criação. Percebemos que a Mãe Terra foi violada e privada de sua dignidade. Se sofre, toda a vida sofre.

Avaliamos nosso estilo de vida e apostolados pela ótica da integridade da criação.
Nossas decisões e planos refletem nosso compromisso de justiça para com a criação.
Engajamos em apostolados que protejam e promovam a vida e o bem estar de toda a criação.

Comunhão dentro da congregação

A humanidade expande sua consciência para horizontes globais. Ao mesmo tempo, os povos lutam para manter sua identidade cultural e soberania nacional. Nossa interculturalidade SSpS é uma expressão dos muitos rostos do Espírito. Experienciamos tanto a riqueza como as lutas da vida comunitária intercultural e intergeracional.

Conscientizamo-nos e honestamente assumimos os aspectos de luz e sombra  de nossa vivência intercultural e intergeracional. Abrimo-nos à transformação permanente ao nos familiarizarmos com a diversidade e o desconhecido.

Nossa formação hoje, tanto inicial quanto permanente, pede abertura às mudanças paradigmáticas na expressão de nossa vida consagrada, vida comunitária e nossos estilos de liderança. As estruturas Congregacionais e os estilos de liderança deveriam facilitar a participação e a comunhão. Experimentamos o valor do discernimento comunitário e da liderança participativa. Também, a forma de usarmos nossos recursos, tanto humanos quanto financeiros; e a forma de tomarmos decisões e realizarmos nossos apostolados têm no coração a preocupação pelos pobres.

Avaliamos e reformamos nossas estruturas congregacionais para melhor servirem a missão.
Usamos métodos apropriados de discernimento comunitário no processo decisório.
Examinamos nosso estilo de vida à luz do nosso compromisso total com a missão e o cuidado dos marginalizados.

Comunhão com os outros

O movimento de globalização e planetização muda nosso padrão de colaboração e comunicação. Somos chamadas a unir forças com todos os inspirados pelo mesmo Espírito,  tais como parceiros leigos em missão, mas também com os de outras organizações, culturas e religiões. Nosso esforço de promoção da comunhão universal seria incompleto sem a construção de pontes de amizade com pessoas de outros credos. A partilha de suas histórias permite descobrirmos o Deus de muitos nomes e rostos.

Respeitamos a vocação distinta dos parceiros leigos e engajamos em discernimento mútuo e processo decisório em vista da missão.
Entramos em rede com outras organizações e alargamos o círculo de colaboração e amizade.
Reverentemente entramos em diálogo de vida e ação com pessoas de outros credos.
Criativa e responsavelmente us
amos os meios sociais e a tecnologia moderna para partilhar a Boa Nova do amor de Deus.

"Louvado sejas, meu Senhor, cantava São Francisco de Assis. Neste gracioso cântico, recordava-nos que a nossa casa comum se pode comparar ora a uma irmã, com quem partilhamos a existência, ora a uma boa mãe, que nos acolhe nos seus braços: Louvado sejas, meu Senhor, pela nossa irmã, a mãe terra, que nos sustenta e governa e produz variados frutos com flores coloridas e verduras" - Encíclica Laudato Si [1].

 

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