Economia: ensine o seu filho a ser um consumidor consciente

Especialista dá dicas para os pais educarem as crianças desde cedo

Por Tatiana Bonumá


 




Uma ida ao supermercado, manter os combinados mesmo diante da birra, pesquisar sobre o produto antes de fazer a compra. Em situações como essas, no dia a dia, ensinamos aos filhos o verdadeiro valor dos objetos. Valéria Rodrigues Garcia, diretora de estudos e pesquisas do PROCON, em São Paulo, coordena cursos de educação para o consumo responsável em ONGs, escolas e instituições. Abaixo, ela dá sete preciosas dicas.

Não evite as situações de conflito
Muitas vezes dá preguiça quando pensamos em levar as crianças para fazer o supermercado. Quase sempre é complicado. Mas a dica é levá-las, sim! Pelo menos quando for uma compra menos importante com poucos itens. A ideia é aproveitar o momento para que os filhos a vejam checar os preços, comparar os produtos, avaliar os benefícios e optar por um. Ao longo do processo, comente com eles porque ficou com esse e não com aquele, sobre as vantagens em termos de data de validade, qualidade, quantidade ou mesmo preferência.


Estabelecer propósitos
Independentemente de qual será o programa, antes de sair de casa deixe claro com eles qual será a intenção do passeio, o que será permitido e o que não será. Por exemplo, vocês combinam que vão ao shopping exclusivamente para ir ao cinema e não para fazer compras (e que cada criança terá direito a um saquinho de pipoca). Ou que vão à livraria, mas desta vez apenas para selecionar o presente do amigo. Seja firme para que o combinado se cumpra – mesmo diante de uma cena de birra.

 

Informação antes da escolha
Sua filha está maluca para adquirir o novo castelo da princesa X? Então, juntas, informem-se sobre o brinquedo, não fiquem apenas com os dados que a propaganda traz sobre o produto. O que o castelo tem? Qual é o tamanho? Tem móveis? Eles se mexem? Se for preciso, vão até uma loja para averiguar, esclarecendo que primeiro vão avaliar se é legal mesmo para só depois pensar se vale a pena levar para casa.

 

Não subestimar o entendimento da criança
Se ela tiver mais de 2 anos, já pode entender que dinheiro é algo finito, que não se multiplica na carteira da mãe, e que não é possível ter tudo que se quer (muito menos todos os lançamentos da loja de brinquedo). Dizer não e esperar que o seu filho entenda é o normal. A negativa dos pais não deve gerar sempre birras, choros ou dramas. Se isso ocorrer, não dê muita importância nem sirva de plateia para o espetáculo. Lembre-se de que pequenas frustrações são importantes para o crescimento.


Reforçar a autoestima para não sucumbir às imposições sociais
Em algum momento da vida você vai ouvir na sua casa que o seu filho precisa ter o tênis tal porque todos os amigos têm. Talvez seja difícil fugir dessa pressão e competição social. Porém, mais importante do que isso, é reforçar a diferença entre ter e ser e não se esquecer de enaltecer as pessoas (inclusive seus filhos) pelas qualidades e não pelos bens que possuem.

 

Incentivar o pensamento crítico
Diante de tantos brinquedos incríveis até mesmo nós, adultos, ficamos tentados. Mas exercite o seu filho a pensar: por que eu quero isso? É um brinquedo que eu posso jogar sozinho ou preciso de muitas outras pessoas para me divertir? Por quanto tempo ele vai durar? Será que eu já não tenho algo parecido? É frágil e quebra rápido? É realmente para a minha idade? Será que eu não encontro esse mesmo item por um preço melhor em outra loja ou um produto similar, porém ainda mais ajustado ao que eu quero? Fazendo-o refletir você o treinará para evitar compras por impulso.

 

Resgatar momentos de lazer que não incluam gastos
Mostre que é possível se divertir sem gastar. Há inúmeras atrações culturais gratuitas e diversos passeios públicos que proporcionam momentos divertidos sem precisar colocar a mão na carteira. Praças, parques, exposições e, às vezes, peças de teatros que não cobram ingresso são comuns nas grandes cidades. Busque na internet opções na sua região. Outra alternativa é programar jogos, gincanas, oficinas de artes, aulas de culinária em casa etc. Invente e ensine que ter prazer vai além da possibilidade financeira.


Fonte: Disponível em:< http://revistacrescer.globo.com/Familia/Financas/noticia/2013/02/
economia-ensine-o-seu-filho-ser-um-consumidor-consciente.html >. Acesso em 01 jun. 2015.

 

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